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1985: divisor de águas

Importante destacar que o ano de 1985 foi considerado um divisor de águas para os bancários, com uma onda revolucionária que invadia o país por meio de um novo sindicalismo. Tanto que no dia 10 de setembro ocorreu a maior greve da categoria, que mobilizou cerca de 500 mil trabalhadores. Por dois dias, as agências de São Paulo (SP), maior centro financeiro do país permaneceu de portas fechadas.

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Mensagem recebida

Voltando ao movimento dos empregados da Caixa… Uma mensagem via telex recebida no dia 11 de setembro pelo presidente da Fenae, José Gabrielense Gomes, informava que o novo ministro da Fazenda, Dilson Funaro, havia se manifestado contrário às reivindicações da categoria. A alegação: falta de recursos financeiros da União.

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Resposta imediata

Como não poderia ser diferente, a posição do ministro Dilson Funaro despertou ainda mais a insatisfação dos empregados da Caixa. No dia 13 de setembro, cerca de 800 trabalhadores protestaram e realizaram uma passeata na Avenida Paulista. Foi mais um evento histórico

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Primeiro Conecef

Organizada em comissões estaduais, a categoria realizou, nos dias 19 e 20 de outubro, em Brasília (DF), o 1º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef).

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Greve aprovada

Foi no 1º Conecef que mais de 500 pessoas aprovaram a data de 30 de outubro para a greve de 24 horas em todo o país. E também uma paralisação por tempo indeterminado a partir de 6 de novembro.

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Coro Brasil afora

Apesar da pressão e das ameaças feitas pela direção da Caixa, os empregados resistiram. E a greve de 30 de outubro foi mantida, mostrando a força e a unidade da categoria. Um coro ecoou país afora: “de norte a sul, o Brasil aqui está. Se não vierem as seis horas, a Caixa vai parar!”.

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Caravanas em Brasília

A pressão não cessou! No dia 4 de novembro, caravanas de empregados da Caixa ocuparam Brasília (DF) para exigir a redução da jornada de trabalho e a equiparação com os demais bancários do país.

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Negociações abertas

Como sempre, a luta valeu a pena. O movimento foi vitorioso, e já a partir da paralisação de 24 horas foram abertas negociações que culminaram na aprovação dos dois projetos: jornada de 6 horas, implementada a partir de 1987, e sindicalização.

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Regime de Urgência

E foi nesta mesma data, 4 de novembro de 1985, que o deputado federal Pimenta da Veiga deu OK ao regime de urgência ao projeto das seis horas.

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Projeto aprovado

O projeto de lei que estabelecia a jornada de seis horas diárias foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 28 de novembro. No mês seguinte, a proposta também passou pelo Senado Federal.