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Resposta imediata

Como não poderia ser diferente, a posição do ministro Dilson Funaro despertou ainda mais a insatisfação dos empregados da Caixa. No dia 13 de setembro, cerca de 800 trabalhadores protestaram e realizaram uma passeata na Avenida Paulista. Foi mais um evento histórico

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Mensagem recebida

Voltando ao movimento dos empregados da Caixa… Uma mensagem via telex recebida no dia 11 de setembro pelo presidente da Fenae, José Gabrielense Gomes, informava que o novo ministro da Fazenda, Dilson Funaro, havia se manifestado contrário às reivindicações da categoria. A alegação: falta de recursos financeiros da União.

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1985: divisor de águas

Importante destacar que o ano de 1985 foi considerado um divisor de águas para os bancários, com uma onda revolucionária que invadia o país por meio de um novo sindicalismo. Tanto que no dia 10 de setembro ocorreu a maior greve da categoria, que mobilizou cerca de 500 mil trabalhadores. Por dois dias, as agências de São Paulo (SP), maior centro financeiro do país permaneceu de portas fechadas.

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Brasília e Ceará

No dia 11 de agosto, em Brasília (DF) e no Ceará, aconteceu uma prévia do que seria a greve geral de 30 de outubro. Nas duas localidades, foram realizadas paralisações de duas horas, com alto índice de adesão. Mais uma vez, a categoria mostrou que a mobilização estava se fortalecendo a cada dia.

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Dia Nacional de Luta

Em 6 de agosto de 1985, ocorreu o Dia Nacional de Luta. Nesta data, foram distribuídas cartas abertas à população, e os empregados da Caixa enviaram telegramas ao Ministério da Fazenda, solicitando um posicionamento favorável ao projeto de lei da jornada das 6 horas.

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Apcefs também na luta

As Apcefs, Associações de Pessoal da Caixa Econômica Federal, também se engajaram em prol da categoria. Um encontro em Brasília (DF) reuniu os presidentes de todas as que já existiam naquele ano. Foi mais uma prova da união de todo o país em torno das demandas dos empregados da Caixa.

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Presidente da Fenae

Entre muitos encontros para defender as reivindicações dos empregados da Caixa, o então presidente da Fenae, José Gabrielense Gomes, se reuniu com os deputados federais Pimenta da Veiga e Luís Henrique, líder e vice-líder do governo na Câmara, e com o presidente do banco, Marcos Freire.

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Fenae na luta

Claro que a Fenae, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, criada em 29 de maio de 1971, participou de todos os passos dessa luta. E foi uma das entidades que tiveram papel decisivo.

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6 Horas Já!

O movimento pela jornada diária de 6 horas tomou corpo e provocou enorme pressão sobre o Congresso Nacional, onde tramitava o projeto de lei 4.111-4, de autoria do deputado federal Léo Simões, que restabelecia esse direito para os empregados da Caixa Econômica Federal. A categoria percebeu, no entanto, que era fundamental pressionar não apenas os parlamentares.

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Início da mobilização

No início da década de 80, o movimento dos empregados da Caixa começou a se organizar em torno da luta dos auxiliares de escritório, que desempenhavam as mesmas atividades dos escriturários, mas tinham remuneração reduzida à metade.