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Greve histórica

No dia 30 de outubro de 1985, todas as unidades da Caixa Econômica Federal foram fechadas por 24 horas. A greve teve adesão de praticamente 100% dos trabalhadores, Brasil afora. A paralisação foi histórica e consolidou o movimento organizado dos empregados do banco.

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Principais reivindicações

Até aquele momento, os empregados da Caixa eram considerados apenas economiários. Reivindicavam, portanto, o direito de serem bancários, com jornada de seis horas e a possibilidade de sindicalização. Lutar valeu a pena!

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Grande perda em 1967

Os empregados da Caixa perderam, em 1967, em plena ditadura militar, a jornada reduzida, que existia devido às características da atividade profissional dos bancários. Por muitos anos, a categoria tentou, via Congresso Nacional, reconquistar esse direito. O clima político, desfavorável às manifestações, não permitiu.

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Início da mobilização

No início da década de 80, o movimento dos empregados da Caixa começou a se organizar em torno da luta dos auxiliares de escritório, que desempenhavam as mesmas atividades dos escriturários, mas tinham remuneração reduzida à metade.

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6 Horas Já!

O movimento pela jornada diária de 6 horas tomou corpo e provocou enorme pressão sobre o Congresso Nacional, onde tramitava o projeto de lei 4.111-4, de autoria do deputado federal Léo Simões, que restabelecia esse direito para os empregados da Caixa Econômica Federal. A categoria percebeu, no entanto, que era fundamental pressionar não apenas os parlamentares.

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Fenae na luta

Claro que a Fenae, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, criada em 29 de maio de 1971, participou de todos os passos dessa luta. E foi uma das entidades que tiveram papel decisivo.

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Presidente da Fenae

Entre muitos encontros para defender as reivindicações dos empregados da Caixa, o então presidente da Fenae, José Gabrielense Gomes, se reuniu com os deputados federais Pimenta da Veiga e Luís Henrique, líder e vice-líder do governo na Câmara, e com o presidente do banco, Marcos Freire.

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Apcefs também na luta

As Apcefs, Associações de Pessoal da Caixa Econômica Federal, também se engajaram em prol da categoria. Um encontro em Brasília (DF) reuniu os presidentes de todas as que já existiam naquele ano. Foi mais uma prova da união de todo o país em torno das demandas dos empregados da Caixa.

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Dia Nacional de Luta

Em 6 de agosto de 1985, ocorreu o Dia Nacional de Luta. Nesta data, foram distribuídas cartas abertas à população, e os empregados da Caixa enviaram telegramas ao Ministério da Fazenda, solicitando um posicionamento favorável ao projeto de lei da jornada das 6 horas.

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Brasília e Ceará

No dia 11 de agosto, em Brasília (DF) e no Ceará, aconteceu uma prévia do que seria a greve geral de 30 de outubro. Nas duas localidades, foram realizadas paralisações de duas horas, com alto índice de adesão. Mais uma vez, a categoria mostrou que a mobilização estava se fortalecendo a cada dia.